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6 de janeiro de 2011

Coluna do L@mbertucci: "Nobre e/ou Plebeu"

                       Nobre e/ou Plebeu                       

    Eu prefiro não dizer se prefiro café a chá. Assim posso acordar e escolher o conteúdo da minha xícara. Prefiro não escolher entre o chocolate e a cocada, o coco cai bem na sobremesa, mas o chocolate, dizem ser paradisíaco. E se eu não dissesse meu nome e saísse nas ruas cada dia com uma personalidade diferente? E se às vezes fosse sério e, de repente, um brincalhão? Talvez fosse sol, quem sabe chuva. Tem coisas que não se muda. O dia sempre nascerá ao raiar do sol e a noite surgirá com a irreverente lua. Eu prefiro ser quem não sou ou, de vez em quando, ser eu mesmo. Poderia ser nobre ou plebeu, talvez, me faria Rei e, sem mais nem menos, desceria do trono, sem nem olhar para trás. E me diriam: - “Por que abandonar todas as regalias e poderes de um soberano?”; e eu nada precisaria dizer, apenas seguiria o meu caminho, tomaria o rumo que me viesse à cabeça. É por às vezes pensar demais que não se chega a lugar algum, é por às vezes ter cautela em demasia que se acaba num beco sem saída. E as pessoas pensam, e como pensam! Mas, nem sempre, ou, sem eufemismos, na maioria das vezes, pensam errado. Julgam, pré-julgam, criam moldes, rótulos, estereotipam. Passam a acreditar que o que acreditam é que é para ser acreditado e que só quem acredita é crente do que se diz certo. E acreditam... E acreditam... E, quando percebem, quando acordam pra vida, quando dão olhos a realidade, e se o fazem, é que se dão conta. E de quê se dão conta? É melhor nem saber, ou quem sabe já até se sabia! Eu prefiro ser esse prisma que se subdivide em infinitas cores, que vai do vermelho ao violeta e do violeta ao vermelho. Eu prefiro ser, sim, essa metamorfose ambulante. Poderia ser Raul, poderia não ser, poderia ser quem entender que sou ou nem mesmo entender quem sou. Posso ser vida e de repente morte. E se viver é o que me é de direito, deixe que eu viva como bem quiser. Deixe que me governe sem intervenções desconexas, só porque acha que devo acreditar em quem acredita e no que crê.
VICTOR LAMBERTUCCI::..
Editor e Colunista do Blog Geral::..
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15 de julho de 2010

Os estereótipos da sociedade humana (TEXTO 2)

Alunos do ensino médio mostram diferentes
visões acerca dos rótulos da humanidade.

TEXTO 2 DE 3

REALIDADE ROTULADA
                                               (Victor Lambertucci)

"[...] Dificilmente, essa realidade dos estereótipos será modificada
[...] a não ser que um olhar [...] que ressalte a [...] exaltação
 da beleza interior seja deinitivamente adotado."


   Depreende-se da estrutura social mundana uma visão rotulada de uma forma ideal de se portar ou de se apresentar em diversas situações. O estereótipo da mulher magra, de cintura fina e dotes que atraem olhares encaixa-se nesse perfil, o que deveria ser motivo de repúdio para a humanidade, que se diz tão racional e sensata.

   Não é a balança quem define o potencial de uma pessoa; o instrumento, por vezes, tão preciso nada tem a ver com a qualificação individual. A questão é que o ser humano tem a necessidade de se dizer pertencente a um certo grupo, ou seguidor de certa vertente, até porque, em situação contrária, seria visto como um ser alienígena, deslocado. E, por vezes, poderia ser ridicularizado.

   Dificilmente, essa realidade dos estereótipos será modificada, apesar de extremamente pretenciosa e aversiva, a não ser que um olhar livre de conceitos pré-moldados e que ressalte a tão falada, mas não praticada, exaltação da beleza interior seja deinitivamente adotado.

12 de julho de 2010

Os estereótipos da sociedade humana

Alunos do ensino médio mostram diferentes
 visões acerca dos rótulos da humanidade.

TEXTO 1 DE 3

GERAÇÃO 2000
                         (Igor Guimarães Martins)


"[...] Naquela época, as mulheres eram vazias por falta de
 opção, hoje, são vazias por terem várias delas. [...]'

   A geração 2000 é caracterizada, sobretudo, pelos avanços tecnológicos e pela globalização. O resultado é uma massificação cultural que atinge a consciência da população e torna-a um rebanho consumidor. A maior parte do rebanho é as mulheres, nas quais a propaganda tem seu maior alvo. A pré-diposição cultural - o sexo frágil - junto à vaidade são os atributos que as permitem a fácil digestão do conteúdo das revistas. As ruas são passarelas, as nossas rainhas não têm caráter, e seus vestidos não acompanham a morfologia. É evidente a futilidade das mulheres, mas o pior é a regressão social dessas, que se compara à idade média. Porém naquela época, as mulheres eram vazias por falta de opção, hoje, são vazias por terem várias delas. É responsabilidade da mídia esconder das mulheres "um padrão que não seja padrão".

  
Revisão: Lívia Pimenta e Victor Lambertucci

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