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12 de julho de 2010

Os estereótipos da sociedade humana

Alunos do ensino médio mostram diferentes
 visões acerca dos rótulos da humanidade.

TEXTO 1 DE 3

GERAÇÃO 2000
                         (Igor Guimarães Martins)


"[...] Naquela época, as mulheres eram vazias por falta de
 opção, hoje, são vazias por terem várias delas. [...]'

   A geração 2000 é caracterizada, sobretudo, pelos avanços tecnológicos e pela globalização. O resultado é uma massificação cultural que atinge a consciência da população e torna-a um rebanho consumidor. A maior parte do rebanho é as mulheres, nas quais a propaganda tem seu maior alvo. A pré-diposição cultural - o sexo frágil - junto à vaidade são os atributos que as permitem a fácil digestão do conteúdo das revistas. As ruas são passarelas, as nossas rainhas não têm caráter, e seus vestidos não acompanham a morfologia. É evidente a futilidade das mulheres, mas o pior é a regressão social dessas, que se compara à idade média. Porém naquela época, as mulheres eram vazias por falta de opção, hoje, são vazias por terem várias delas. É responsabilidade da mídia esconder das mulheres "um padrão que não seja padrão".

  
Revisão: Lívia Pimenta e Victor Lambertucci

3 de junho de 2010

Coluna do Lambertucci: "Imparcialidade em Demasia"


Imparcialidade em demasia
                                           (Victor Lambertucci)

Já é de praxe. Na faixa das oito da noite, milhares de brasileiros voltam as suas atenções para o noticiário de renome na rede televisiva. Sem querer entrar no mérito daquela famosa discussão acerca da licitude da T.V., é preciso ressaltar que qualquer mídia que se dispõe a informar anexará direta ou indiretamente, à informação, subjetividade. Mesmo que em menor ou maior escala.

Mesmo assim, ele - o noticiário de renome - diz-se capaz de ser imparcial, isto é, de não se introspectar em suas divulgações. Na mesma faixa das oito, uma notícia: mulher em trabalho de parto perde o bebê, após maca cair no chão por não ter suportado seu peso. A primeira reação é de choque e indignação. Em sequência, lágrimas. A vítima da negligência do médico, que, segundo a mulher, prevera o incidente sem tomar nenhuma atitude, derrama-se em um choro de dor e sofrimento pela perda do ente que não pode sequer conhecer, sequer enxergar.

Fim da notícia. Aparece na tela o semblante do apresentador também comovido com a situação. Depois disso, muda-se o assunto. Mais dezenas de histórias serão contadas. Tragédias, assassinatos, estupros, atitudes condenadas pela sociedade. E o que resta ao telespectador: indignar-se, engolir o choro, digerir sua revolta. Isso porque se trata de um noticiário imparcial.

Por mais improvável que seja esta realidade, o enunciador deve tentar sim manter-se atrelado aos fatos, deixando que o enunciatário estruture suas próprias conclusões. Entretanto podemos discernir a imparcialidade com que se noticia dado evento da obrigação e o compromisso social, em que o próprio veículo deveria ater-se. Ao invés de nos empanturrar em vão com situações condenáveis, que tenha a mídia o dever de propor iniciativas e soluções. Não que isso desmereça ou retire a ação individual.

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