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4 de novembro de 2010

Nos cinemas: "Piranhas 3D"

SUOR, SEXO & SANGUE

   Pra esse post fazer mais sentido, tenha em mente um besteirol americano qualquer. Agora, tente pensá-lo conjuntamente com um filme como “Jogos Mortais” e “Anaconda”.

   Em época de férias uma cidade banhada por um lago, o Lago Victória, tem, dentre suas maiores atrações turísticas, o próprio. Jovens se reúnem na época do ócio para curtir o tempo livre. Aí entram as cenas do estilo “American Pie”; mulheres e homens em plena forma se divertindo com muita bebida e música eletrônica pra acompanhar, tapeando o calor nas águas cristalinas.

   Eis que, de repente, uma cratera enorme se abre no substrato do lago, com ela uma caverna subterrânea de dimensões assombrosas se revela. De dentro da enorme fresta, milhares de peixes carnívoros, famintos e com dentes pontiagudos, as Piranhas, saem a caça. Originados do Pleonástico, essas exímias máquinas de matar sobreviveram, à revelia de luminosidade e alimento, por séculos; A explicação: canibalismo, os animais lutaram pela sobrevivência comendo uns aos outros, e isso, durante milhares de anos. Oh, bichinho resistente!


   As temíveis Piranhas atacam ferozmente: “A primeira mordida é para liberar o sangue que atrai o restante do cardume”. Como era de se esperar, as vítimas desses predadores são destroçadas até o último tendão.

  O remake do original "Piranhas", rodado em 1978, em questões técnicas, apesar de não ser eu o especialista no assunto, tem filmagens interessantes e o efeito especial que deu origem ao peixe maligno é bem feito. Mas, em curtas e grossas palavras, esse não é um filme em 3D! Ah! Minto, nos trailers tinha bastante da tecnologia de três dimensões.


  A locação das filmagens é realmente maravilhosa, o lago, a cidade em que se passa, a natureza; Colírio para os olhos. E, é claro, como já frisei no início, muita gente sarada figura as cenas.


  Porém, em se falando do gênero do filme, cenas com um pouquinho mais de suspense cairiam bem. Relembre “Jogos Mortais”. E a cena em que o indivíduo cerra seu próprio pé, no desespero de escapar do aprisionamento, impressiona, impacta ao mostrar ossos e tecidos expostos, em um corpo à carne viva. Multiplique a cena por mil e veja “Piranhas”, em exibição nos cinemas. Aonde quero chegar? A cena, talvez, ápice do primeiro filme, torna-se clichê no segundo, quando se exibe por múltiplas vezes, excessivamente.

  Por outro lado, se o seu intuito é ver peitos siliconados em alta definição e profundidade, ou mesmo, caras sarados, orgias e tudo mais, compre seu ticket já. Pode também garantir o seu lugar aqueles um tanto quanto sádicos, que adoram uma morte sangrenta, e bota sangrenta nisso. Como eu disse, as vítimas são destroçadas. Foi como fez o autor do blog http://www.porraman.com/: “Sei que ‘Piranha 3D’ fica devendo em muitos aspectos, principalmente no 3D bastante tosco, mas eu fui para ver mulheres de biquíni, peitos em terceira dimensão e muitas mortes. Por entregar exatamente o que eu esperava, me diverti bastante com este que foi um dos trabalhos mais divertidos do ano”, conta.


   Bem, no meu caso, eu esperava mais emoção, mas não nego que me diverti com os massacres, por vezes até bem humorados, arrancando risos da platéia, e com as garotas de biquíni, e que garotas!

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Sites pesquisados: http://www.porraman.com/


COLUNA DO LAMBERTUCCI

13 de setembro de 2010

"Dona Flor e seus dois maridos", espetáculo consagrado, em BH (por Victor Lambertucci)

Amor ou sexo, ou amor e sexo?


"Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte...

Vadinho (Marcelo Faria), o primeiro marido de D. Flor, é a personificação da saciedade sexual, do fetiche e da fantasia. Exemplo algum de um bom companheiro, ele sai todas as noites financiado pelo dinheiro suado do trabalho de sua esposa como professora de culinária. Retorna já quando o dia ameaça chegar ou, por variadas vezes, é encontrado mesmo ali, no meio da rua, desnudo, alcoolizado, sem o minímo apreço por quem em casa lhe espera.

Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema...

Dr. Teodoro é o oposto do primeiro; sério e cheio de formalidades, o farmacêutico da cidade arranca olhares da ala feminina, que se encanta pelos dotes do profissional: "Nele tudo é grande", diz a fala do espetáculo. Mas tudo em exagero é prejudicial, diz o clichê. E respeito demais... Até naquelas horas em que o coração e a carne é quem têm que reger a orquestra da paixão, pode acabar trazendo a monotonia e nos tornar incompletos, com fome do que se diz ser pecaminoso e perverso, mas é parte indissociável do que se chama amor.

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom
Amor é do bem..."
("Amor e sexo"; Rita Lee)

Entre as margens, um rio de desejos e tentações: a vida pacata e respeitosa, em que nada, ou quase nada lhe faltara, ou a vida em que, na cama, mesmo que momentaneamente, o desejo saciava os problemas cotidianos e conjugais. Essa era a berlinda em que estava Dona Flor, entretanto, para se sentir completa de verdade, somente sendo ela e seus dois maridos.

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COMENTÁRIO:

Galera, muito legal a peça, vale à pena assistir, viu! A Carol Castro é ainda mais linda pessoalmente, o Duda Ribeiro está ilário no papel do bom e sério rapaz e o Marcelo Faria, nem se fala. Faria aparece do jeitinho que veio ao mundo, durante boa parte da peça. É isso mesmo, tudinho de fora. No início, a gente recebe meio que um impacto, assim... Até porque é de surpresa, sem aviso prévio. Mas depois a gente percebe que ele encarna mesmo no personagem, dando um grau de veracidade incrível, isso sem falar que o acontecimento é uma quebra de paradigmas. O conservadorismo e o pudor excessivo não podem desmantelar a arte e mesmo que essa constatação não seja a principal intenção da peça, dá-se a entender perfeitamente.

Falando do restante do elenco, a gente consegue visualizar grandes artistas. As cenas mais bem humoradas do espetáculo ficaram a cargo dos coadjuvantes. O que foi meio chato foi não ter podido tirar foto com todos os atores. O elenco principal estava com pressa para um evento que ocorrera após o espetáculo e os coadjuvantes nem sinal. Pelo menos, conseguimos registrar o momento com o Duda, que, muito simpático, mesmo atrasado, nos recebeu para uma foto. Fotografias do espetáculo não houve porque foi terminantemente proibida a reprodução, e bota terminantemente nisso, a frase "senhores expectadores, é terminantemente proibida a reprodução..." foi repetida ao menos três vezes. No mais, foi um belíssimo espetáculo e algumas canções como "A vizinha do lado", da intérprete Roberta Sá, deram mais luz ao brilho da peça.


Visite o site oficial da peça CLIQUE AQUI!

24 de setembro de 2009

EM CARTAZ: "A Verdade Nua e Crua"

"A Verdade Nua e Crua"
                                                        
                                                               por Victor Lambertucci





Título Original: "The Ugly Truth".
Diretor: Robert Luketic.
Gênero: Comédia Romântica.

Abby (katherine Heigl) é uma bem sucedida produtora de TV e uma mulher bastante controladora , que optou por trabalhar em uma emissora local, para ter melhor qualidade de vida. Tudo corria bem em seu trabalho, até que a audiência de seu programa começa a despencar. Uma figura inesperada surge em seu caminho. Mike Alexander (Gerard Butler), um apresentador de um programa de TV paga, começa chamar a atenção falando sob um olhar muito machista e chauvinista dos relacionamentos amorosos. Ele acaba sendo contratado pela emissora em que Abby trabalha e a manda-chuva é obrigada a produzí-lo. A princípio muito diferentes um do outro, o casal acaba se apaixonando, após viver uma comédia muito inusitada e divertida.

"Fazia muito tempo que eu não ria tanto num filme", foi o que disse Débora Ferreira que assistiu a sessão desta quarta-feira, dia 23. Já Ivan Calais, disse: "É uma comédia inteligente e nem um pouco vulgar".

"A Verdade Nua e Crua" é uma sensacional comédia, se bobear uma das melhores do ano. Mas, se você se considera muito tradicional e careta (ultrapassado, digamos assim), é melhor não comparecer, pois uma das melhores cenas do filme é da personagem principal tendo um orgasmo num restaurante. O filme trata do tema "amor" de uma forma bastante aberta, mostrando os dois lados deste sentimento, afinal pode ser extremamente complicado e, às vezes, frustrante viver com ele, mas impossível sem ele.




  Se você quer se divertir e dar boas garagalhadas, reserve seu lugar na próxima sessão.

ASSISTA AO TRAILER:


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