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9 de novembro de 2010

ENEM: Divulgação do gabarito prorrogada e prova previamente suspensa.

 AGORA A POUCO: JUSTIÇA FEDERAL DO CEARÁ PROIBE 
   DIVULGAÇÃO DO GABARITO OFICIAL DO ENEM 2010    


   A Globo News divulgou, agora a pouco, a decisão da juíza Karla Miranda de Almeida Maia de ratificar a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio de 2010. O pronunciamento de V. Ex.ª ocorreu ontem e se baseou na constatação de que as falhas ocorridas no processo seletivo prejudicaram os canditados em âmbito geral.

   A proibição da divulgação das respostas oficiais da prova é um desdobramento da suspensão geral do exame. Como salientado pelo canal de notícias, uma nota disseminada pela acessoria da juíza afirmava: "a liminar já havia deixado evidente que o Exame Nacional do Ensino Médio encontra-se suspenso, incluindo, obviamente, a divulgação de gabaritos e recebimento de recursos".

   Cabe, ainda, à Advocacia Geral da União, que considera válida apenas a repetição das provas de estudantes que foram diretamente prejudicados, recorrer da decisão.  


VEJA a coletiva de imprensa relizada, agora a pouco, com o advogdo-geral da União Luís Inácio Adams:


OPINIÃO:

    A reaplicação de apenas parte do exame ou apenas para os candidatos "diretamente" prejudicados é extremamente injusta. Como afirmam meus professores, é impossível a montagem de uma prova idêntica, com o mesmo peso. Assim, alguém vai ser prejudicado. Ou aqueles que oportunizarão a chance de fazer uma prova mais difícil que a original, ou aqueles que terão feito um exame com nível de dificuldade maior que o segundo.

   Eu não fui um dos prejudicados "diretamente", isto é, meu caderno não faltava ou repetia questões, entretando, meu psicológico ficou, certamente, comprometido, e gostaria muito de ter a chance de tentar novamente, afinal é um direito meu e tenho certeza de que não rendi tudo o que poderia. Concordo que aqueles que se deram bem não quererão repetir a prova, mas é preciso atentar-se para os que foram prejudicados, senão estariam eles sendo egoístas.

   Quaisquer decisões não serão suficientes para suprimir as falhas ou agradar a todos, todavia uma nova prova é o melhor caminho, caminho esse que oportunizará chances iguais a todos os candidatos.



 VICTOR LAMBERTUCCI
Editor e colunista do Blog Geral
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17 de setembro de 2010

Coluna do Lambertucci: "O TAPINHA SEM MALDADE"

O TAPINHA SEM MALDADE


    Não há uma receita, nem uma formula mágica; a educação dos filhos é um dever de cada pai e cada qual deve descobrir a melhor maneira de fazê-la. É claro que essa proposição não exclui as chamadas críticas construtivas e trocas de experiência, que tendem a enriquecer e dar maior clareza aos educadores a aos métodos educativos.
   
    O dever do governo para com a sociedade é, sem dúvida, o de desenvolvê-la economicamente, sem desprivilegiar, de forma alguma, o âmbito social. Todavia, algumas intervenções um tanto quanto íntimas, como a proibição do chamado "tapa pedagógico", podem acabar ultrapassando o limite que deveria ser garantido aos pais: o de escolher a forma de educar seus filhos. Isso, obviamente, sem suprimir casos que precisem de maior atenção.

    É comprovado cientificamente, mas nem é preciso ir tão longe: na infância, em processo de desenvolvimento físico e psicológico, a criança não é capaz de compreender discursos de coerção e, não raro, um simples "não" ou uma orientação verbal não são suficientes. O "tapinha educativo" serve como um alerta concreto e que se faz entender.
   
    A lei aprovada pelo Presidente Lula ambienta certo grau de radicalismo desnecessário; ações compostas por programas sociais que desenvolvam alternativas educativas e a concientização ligada a métodos de coerção exagerados seriam a melhor opção e não colocariam em papel de vilão o tapinha sem maldade que, como garantem alguns especialistas, está livre de consequências traumáticas, causados por castigos verbais muito duros.


Revisão: Lívia Pimenta




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